A política de meio ambiente conduzida pelo governo brasileiro tem sido guiada por duas diretrizes básicas: o aprimoramento do controle ambiental (licenciamento, fiscalização e monitoramento) e o estímulo à sociedade para a adoção de práticas cotidianas e econômicas sustentáveis. Tais diretrizes buscam a implementação de um processo de desenvolvimento que utilize racionalmente os recursos ambientais, aproveitando suas potencialidades e eleve os padrões de qualidade de vida da população, promovendo a inclusão social. Para tanto, o fortalecimento das instituições que compõem o Sistema Nacional de Meio Ambiente envolve a expectativa de descentralizar, de maneira responsável, as tarefas da gestão ambiental, de acordo com as definições constitucionais; e de capacitar o Sistema para uma gestão integrada, por meio da articulação interinstitucional de diferentes políticas públicas de interesse ambiental, com o estímulo prioritário à participação, cada vez mais ativa, da sociedade civil organizada.
No desafio deste início de século e de milênio, que é a manutenção dos processos ecológicos essenciais para a continuidade da vida no planeta, paira sobre as universidades brasileiras, em sua comunidade científica, a necessidade de uma crescente e fundamental contribuição, certamente envolvendo o setor da extensão universitária.