Estuário do Rio Mamanguape

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O estuário do Rio Mamanguape esta localizado no litoral norte do estado da Paraíba, entre 6º43’- 6º51’S e entre 35º67-34º54’W. A sua extensão é de cerca de 25 km no sentido leste-oeste e de 5 km no sentido norte-sul, constituindo uma área de 16.400 hectares que faz parte da Área de Proteção Ambiental (APA) de Barra de Mamanguape (Carvalho 1982). O clima da região é do tipo AS’ de Köppen, quente e úmido e a estação chuvosa tem início em fevereiro, prolongando-se até julho, com precipitações máximas em abril, maio e junho (Carvalho 1982). A estação seca ocorre na primavera-verão, com estiagem mais rigorosa nos meses de outubro a dezembro. A precipitação anual normal situa-se entre 1750 e 2000 mm anuais e a temperatura média em torno de 24-26ºC (Pereira & Alves 2006). Além do rio Mamanguape, o rio Estiva, de menor porte, desemboca em Barra de Mamanguape. Na foz forma uma baía com seis quilômetros de largura quase fechada por uma linha de recifes costeiros de formação quaternária.

 

Existem duas saídas principais – “barretas”, passagem da água que sai do rio e entra do mar, por onde passam as embarcações, os peixes, peixes-boi e outros organismos que freqüentam o estuário (Mourão & Nordi 2003). A condição de baía protegida pelos arrecifes proporciona águas calmas e tranqüilas permanentes. A área de influência do estuário do rio Mamanguape está inserida em uma Área de Proteção Ambiental (APA) que abrange uma vasta extensão de mangue, ilhas e croas (bancos areno-lodosos) e, na foz, uma barreira de recifes, que se apresenta na forma de um extenso paredão. A porção estuarina da APA tem suas margens ocupadas por cerca de 6.000 há de mangue bastante preservado, representando a maior área de manguezal do Estado da Paraíba.

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Boa parte dos sedimentos que são carreados pelo rio Mamanguape, ao atingirem o mar são retidos pela linha recifal, que se transforma em uma espécie de desvio natural no qual esses sedimentos ficam retidos. Seguindo a corrente de deriva litorânea no sentido norte, o material sedimentar acumula-se nas enseadas a jusante da foz do rio em direção a cidade da Baía de Traição, formando nessas áreas a planície costeira com praias bem ativas. Os recifes presentes na foz do rio aparentemente têm duas funções: a primeira é barrar as correntes marinhas, e a segunda função é canalizar boa parte dos sedimentos que são lançados pelo rio Mamanguape para as enseadas, mas quando esses sedimentos chegam a Ponta da Trincheira aí se acumulam, devido ao canal que é formado pelos recifes e pelo continente, ou seja, pela Ponta da Trincheira. Esse canal só é rompido na maré alta.