Uso de ferramentas manuais

A Agropecuária, por suas características, é uma das maiores usuárias das ferramentas manuais, dentre todas as demais atividades profissionais. Além dessas ferramentas se constituirem numa das maiores causas de acidentes entre os agricultores (principalmente o facão), muitas vezes, a improvisação ou má qualidade de fabricação, contribuem para os riscos ergonômicos do seu emprego.

facão
várias ferramentas

As ferramentas manuais devem estar adequadas ao agricultor, não somente ao trabalho. Aquelas que exigem a aplicação de esforço muscular excessivo (as que pesam entre 4 e 8 kg exigem muito dos músculos, se estão sujeitas à posição horizontal por mais de três minutos) e/ou posturas incômodas, podem ocasionar tensão na mão, braço e ombros, de forma acumulativa ou gradual.

cabos ergonômicos

Por outro lado, o desvio do punho em mais de 30 graus, afeta diretamente a quantidade de força transferida da mão para a ferramenta. Assim, o formato e a seleção apropriada das ferramentas manuais, são fundamentais para se evitar os Transtornos por Trauma Cumulativo (TTC), bem como para aumentar a produtividade, a qualidade e a eficiência dos trabalhadores rurais. Os cabos das ferramentas que aparecem na figura ao lado, foram desenhados para evitar esse problema.

cabos

Por falar em cabos de ferramentas, os cabos de madeira envernizada, fornecem uma superfície de sustentação melhor do que os de metal ou plástico. Os cabos de borracha, podem se tornar pegajosos. Os cabos condutores de frio, reduzem a temperatura da mão e aumentam o risco de lesões cumulativas. Caso seja necessário um agarre ou aperto mais firme, o cabo deverá ser redondo, de forma que a força possa ser distribuída numa superfície maior. As ferramentas que não se adaptam aos canhotos ou apresentam dificuldades para alternar as mãos, também criam problemas.

Para evitar o esgotamento gradual dos músculos, a chamada carga estática (sustentar uma ferramenta ou manter dada postura) não deve exceder 10% da capacidade da força muscular máxima do trabalhador. Já as cargas dinâmicas (ex.: operar uma motosserra), que empregam grupos musculares maiores, não devem exceder 40% da capacidade máxima do indivíduo.



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