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Projetos

 

Biodiversidade dos parasitos de peixes do Rio Mogi-Guaçu, Estado de São Paulo: Taxonomia, ecológia, e uso potencial como indicador da condição ambiental Sem imagem
Descrição:

O Rio Mogi-Guaçu nasce no estado de Minas Gerais, na cidade de Bom Repouso, na serra da Mantiqueira. Suas águas percorrem a região central e nordeste do estado de São Paulo até desaguar no Rio Pardo, que é um afluente do Rio Grande. A Bacia Hidrográfica do Mogi-Guaçu compreende uma área de 14.463 km² em 40 municípios, com uma população de 1,5 milhão de pessoas, em dois estados (São Paulo e Minas Gerais). A biodiversidade de espécies de peixes no Mogi-Guaçu é significativa e está relativamente bem estudada em relação a outras bacias do Brasil. Esta biodiversidade ictiológica propiciou uma série de estudos parasitológicos no Rio Mogi-Guaçu (1928-1985), havendo registros na literatura de helmintos parasitos de pelo menos 45 espécies de peixes. Todos estes trabalhos são de cunho taxonômico e representam uma importante contribuição ao conhecimento da biodiversidade de peixes do Rio Mogi-Guaçu. Tomando como base estes estudos e a través de coletas adicionais poderemos planejar o desenvolvimento de estudos relacionados com a quantificação das comunidades parasitárias dos peixes com o intuito de detectar padrões de variabilidade na sua composição e nos seus descritores quantitativos, assim como na sua diversidade. Estes estudos de ecologia parasitária poderão fornecer subsídios para outras pesquisas sobre manejo ambiental, integridade biótica e conservação da bacia, considerando a importância dos parasitos como componentes chaves da biodiversidade. Até o momento temos coletado material dos seguintes hospedeiros: Apareiodon affinis, Astyanax altiparanae, A. fasciatus, Bergiaria sp., Harttia sp., Hypostomus ancistroides, Leporinus elongatus, L. friderici, L. macrocephalus, Leporinus obtudisens, Piaractus mesopotamicus, Pimelodus heraldoi, P. maculatus, Prochilodus lineatus, Pterygoplichthys sp., Salminus brasiliensis, Serrasalmus sp.

Projeto desenvolvido no marco do Acordo de Cooperação técnico-científica assinado entre a UFRRJ e o Centro de Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros Continentais (CEPTA) do Instituto Chico Mendes da Conservação de Biodiversidade (Ministério do Meio Ambiente). 

Biodiversidade dos parasitos de peixes do Pantanal Mato-Grossense: Aspectos taxonômicos, ecológicos e zoonóticos Sem imagem
Descrição:

O Complexo do Pantanal, ou Pantanal Matogrossense, é a maior planície alagável do mundo, com aprox. 250 mil km² de extensão, esta situado no sul de Estado do Mato Grosso e no noroeste do Estado do Mato Grosso do Sul, ambos Estados do Brasil, além de também englobar o norte do Paraguai e o leste da Bolívia (que é chamado de chaco boliviano). É o elo de ligação entre as duas maiores bacias da América do Sul: a do Prata e a Amazônica e é considerado pela UNESCO Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera. A região está influenciada por rios que drenam a bacia do Alto Paraguai, onde existe uma fauna ictiológica de grande diversidade e abundância.  O estudo está sendo desenvolvido no PARNA (Parque Nacional do Pantanal Matogrossense), no sudeste do estado de Mato Grossso. Até o momento foi coletado material dos seguintes hospedeiros: Ageneiosus brevifilis, Brycon microlepis, Leporinus friderici, L. macrocephalus, Piaractus mesopotamicus, Pinirampus pinirampu, Plagioscion ternetzi, Prochilodus lineatus, Pseudoplatystoma corruscans, Pygocentrus nattereri, Salminus brasiliensis, Zungaro jahu.

Projeto desenvolvido no marco do Acordo de Cooperação técnico-científica assinado entre a UFRRJ e o Centro de Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros Continentais (CEPTA) do Instituto Chico Mendes da Conservação de Biodiversidade (Ministério do Meio Ambiente). 

Biodiversidade dos parasitos de peixes do Rio Araguaia: Aspectos taxonômicos, ecológicos e zoonóticos Abrir Imagens deste Projeto
Descrição:

O Rio Araguaia é um dos maiores do Brasil e é o principal tributário do Rio Tocantins. Tem um comprimento total de aprox. 2.627 km. Ao longo do seu curso o Rio Araguaia faz parte da divisa dos estados de Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Pará. Aproximadamente na metade do seu curso, o Araguaia se divide (a parte Oeste mantém o nome Araguaia e a parte Leste passa a ser chamada de Rio Javaés). Estes últimos reunidos formam a Ilha do Bananal, a maior ilha fluvial do mundo. As águas do Araguaia e do Tocantins (chamadas de Bacia do Araguaia-Tocantins) cobrem aproximadamente 9.5% do território nacional brasileiro e é considerada parte integrante da Bacia Amazônica. Porém, o rio Araguaia não é um tributário do Rio Amazonas. Esta região apresenta uma alta biodiversidade de peixes, entretanto, os registros parasitológicos são escassos. Até o momento foi coletado material dos seguintes hospedeiros: Arapaima gigas, Brachyplatystoma filamentosum, Cichla temensis, Osteoglossum bicirrhosum, Pseudoplatystoma fasciatum, Phractocephalus hemioliopterus, Prochilodus nigricans, Hoplias malabaricus, Sorubimichthys planiceps, Sorubim lima, Chaetobranchus flavescens.

Projeto desenvolvido no marco do Acordo de Cooperação técnico-científica assinado entre a UFRRJ e o Centro de Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros Continentais (CEPTA) do Instituto Chico Mendes da Conservação de Biodiversidade (Ministério do Meio Ambiente). 

Biodiversidade dos parasitos de peixes do Rio Guandu, Estado do Rio de Janeiro: Taxonomia, ecológia, e uso potencial como indicador da condição ambiental Abrir Imagens deste Projeto
Descrição:

O Rio Guandu está localizado no estado do Rio de Janeiro. É considerado de grande importância para este estado já que de suas águas ocorrem o tratamento necessário para que a Região Metropolitana do Rio de Janeiro obtenha água potável. O Rio Guandu fornece água para 80 da população metropolitana do Rio de Janeiro. Apesar de todos os problemas, o Rio Guandu caracteriza-se como um sistema fluvial que detém uma importante diversidade de peixes. Recentes amostragens tem mostrado, que, a pesar dos problemas de poluição, existe uma fauna ictioparasitária muito diversa.  Até o momento temos examinado mais de 20 espécies de hospedeiros. Coordenador: José Luis Luque. Colaboradores: Vanessa D. Abdallah, Rodney K. Azevedo, Adriano R. Carvalho, Daniele F. Rosim. Apoio: CNPq, FAPERJ (Programa Cientista do Nosso Estado).

Biodiversidade e aspectos ecológicos da fauna parasitária de peixes marinhos do estado do Rio de Janeiro, Brasil Sem imagem
Descrição:

Nas últimas décadas, houve o aparecimento de novas tendências na pesquisa ictioparasitológica marinha: 1) o estudo e a determinação de estádios larvares com potencial zoonótico; 2) o uso dos parasitos de peixes como indicadores biológicos para determinar as diferentes populações de peixes marinhos de importância comercial; 3) estudos ecológicos do parasitismo, incluindo a dinâmica populacional e a estrutura das comunidades parasitárias, e 4) estudo do parasitismo como fator limitante em atividades de cultivo. No Brasil, principalmente no litoral da Região Sudeste, existe uma alta diversidade ictiológica, sendo que o número das espécies estudadas parasitologicamente é muito baixo em comparação ao número das espécies de peixes registradas nesta região. Adicionalmente, a presença de parasitos de peixes com repercussão na saúde pública, é um problema muito pouco estudado no Brasil. Espera-se, no final do projeto determinar a presença de parasitos de importância zoonótica nestes peixes, os padrões das infeções e sua relação com a biologia dos hospedeiros. Objetivos: 1. Determinar a fauna parasitária das espécies de peixes marinhos do litoral do Rio de Janeiro. 2. Estudar quantitativamente a fauna parasitária, determinando índices de prevalência, abundância e intensidade média de infecção/infestação dos parasitos. 3. Estudar a dinâmica populacional dos parasitos e da estrutura das comunidades parasitárias dos peixes selecionados, verificando padrões de aumento e/ou diminuição nos índices parasitários, e sua relação com alguns aspectos da biologia dos peixes. 4. Registrar a presença e determinação das espécies com potencial zoonótico, importantes em saúde pública e que possam ser transmitidas ao homem via ingestão da carne do peixe.  Até o momento temos examinado material de 60 espécies de peixes do litoral do Estado do Rio de Janeiro.

Coordenador: José Luis Luque. Participantes: Rodney K. Azevedo, Vanessa D. Abdallah. Colaboradores internacionais: Marcelo E. Oliva (Universidad de Antofagasta, Chile), Maria T. Gonzalez (Universidad de Antofagasta, Chile), Juan Tomás Timi (Universidad Nacional de Mar del Plata, Argentina).